Quando você?... Quando eu?
Quando é você a beleza suprema,
Quando sou eu a glória e o drama,
Quando o amor se perdeu na cena,
E tudo desmoronou, virou trama.
Quando a beleza ficou para trás,
Em noites intelectuais e arrojadas,
Em poemas e razões filosofais,
Na mesa, um canto de ilusões ousadas.
Arrastamos nossas emoções à força,
Talvez forçando demais os detalhes,
Sem entender as limitações da nossa escolha,
No vale do amor, onde são os umbrais.
Quando a lua perde seu brilho no ar,
E a escuridão nos abraça com fervor,
Esfriando paixões num súbito desviar,
Dissolvendo a solidez do nosso ardor.
Quando a solidão prevalece em nós,
E a ruptura abala nossa trajetória,
Deixando rastros, não amargos, em nós,
Mas difíceis de amar na dual história.
Quando você... quando eu?
Quando, oh quando... nós dois, eu e você?
Jesús Hernando Camacho Mosquera(AI)
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