A guerra me envelhece
Com uma esperança quebrada
Pelos tiros de uma sociedade
Que rasga as roupas em pedaços.
O silêncio me envelhece
E a indiferença também
Os pescoços quebrados e machucados
De crianças sozinhas ou abandonadas.
A ironia da abundância miserável
Me faz envelhecer
Ela provoca feridas
E aperta a garganta na agonia.
A fome me faz envelhecer
Quando aperta meu ventre
Com amargura impudente
E sem explicações.
O riso dos sonhos desfeitos
Da fé destruída
Da minha testa espalhada sem medida
Também me faz envelhecer.
As lágrimas
De eventos não chorados
De caminhos empoeirados
Não percorridos
Me fazem envelhecer.
A noite me faz envelhecer
E o desperdício me faz envelhecer
A raiva me faz envelhecer,
Mas acima de tudo, não sonhar me faz envelhecer.
Jesús Hernando Camacho Mosquera(AI)
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