Batendo à minha janela,
com insistência matutina,
agora que o frio apela
por um poncho de lã fina.
O coração começa a doer
quando as aves chamam,
num lindo amanhecer,
as almas que se amam.
Roubo o calor da tua pele
agora que é manhã,
e saboreio a flor e o mel
com um coro na tua janela.
São as aves do amanhecer
que enviam doces recados
a quem não pode sofrer,
mas só amar, multiplicado.
Que natureza maravilhosa,
a enfeitar o amor humano,
que não pede outra coisa
senão apertar uma mão.
São dignas acompanhantes
de melodias enternecedoras,
quando o coração palpitante
faz da minha alma a caixa de Pandora.
Jesús Hernando Camacho Mosquera.
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