Atravessas a ponte da solidão,
chegas a mim com as mãos vazias.
Parece que a vida não tem perdão,
nem dores vencidas entre os dias.
Surge a alegria ao te reencontrar,
enquanto se acendem as luzes caladas.
Na volta, a alma põe-se a mostrar
um amor escrito em madrugadas.
Sem palavras, com olhares, com sentidos,
a alma não entende o tempo que vai,
muito menos os motivos perdidos
que um dia fizeram nascer o vendaval.
Sobe ao pensamento o que foi vivido,
das lições que doeram em silêncio,
dos instantes belos ou feridos,
que deixaram a alma em suspenso.
Que teu regresso não traga dor,
nem crie ilusões encantadas.
O passado perdeu o seu sabor —
resta um mar de razões delicadas.
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