Entre o desejo de um céu
que não é mais que o firmamento,
o anseio se escurece um pouco,
pelo peso do sonho que vira tormento.
Entre o desejo de voar,
de percorrer Paris, Roma e Catar,
os sonhos não têm moedas
nem bilhetes a sortear.
Entre o impossível do voo,
as medidas matemáticas humanas,
uma criança sonha com o chão,
e amanhã se transformará em algo maior.
De sonhos brilhantes,
grandes correntes de ar,
sonhar não tem donos,
nem seguro de viagem, nem pedágio a pagar.
O que se sonha, sonhado não fica,
o que se sonha, um dia alcança sua briga.
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