Que o vento ouça a minha voz
quando passo pela sua janela,
que minha alma não revele a você
o que meu coração guarda e conquista.
Que os gritos da alma,
brincando na harmonia,
tragam de volta em mim a calma
para não me perder na agonia.
Que as luzes acendam a palma
daquilo que explode no caminho,
iluminando o céu a tempo,
enquanto tiro meu chapéu.
Que o amor não seja revelado,
pois então não quero gritar,
mas espero atento à sua porta
com a atenção de um mendigo.
J.H.C.M.
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